quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Autores seleccionados para publicarem na antologia Fénix de Natal


Os autores selecionados para publicarem na antologia Fénix de Natal são:

Nuno Almeida
Rui Bastos
Luís Corujo
Ricardo Dias
Carlos Alberto Espergueiro
Vitor Frazão
Daniel Libonati Gomes
Álvaro de Sousa Holstein
Francesc Barrio Julio
Samir Karimo
Marcelina Gama Leandro
Joel Lima
Carol Louve
Ana Luiz
Gabriel Martins
Manuel Mendonça
Inês Montenegro
Carina Portugal
Rui Ramos
João Rogaciano
Alexandra Rolo
Carlos Silva
Anton Stark

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Antologia de Natal - Submissões

Antologia Fénix 3 (Natal) e o que se pretende é um conto inédito, em português, castelhano ou galego, tendo como tema o Natal e que pode ser de fantasia, ficção científica, horror ou terror e que não deverá ultrapassar as 650 palavras (damos uma ligeira margem de tolerância), podendo ser bem mais curto, em prosa ou poesia e que nos deve ser enviado até dia 5 Dezembro, para poder estar cá fora no dia 15 Dezembro, em ebook e que terá depois uma versão em papel por subscrição.


Os contos devem ser mandados para ez.fenix@gmail.com ou através de mensagem no FB da Fénix. 

Ilustração antologia de Natal

Já temos ilustração para a capa da Antologia de Natal. Desta vez pela mão do Rui Ramos.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Antologias Fénix - Dia das Bruxas e Natal


Antologias Fénix





Antologia Fénix 2 (antologia relâmpago de mini-contos do Dia das Bruxas, vulgo halloween) e o que se pretende é um conto inédito, em português, castelhano ou galego, tendo como tema o halloween e que pode ser de fantasia, ficção científica, horror ou terror e que não deverá ultrapassar as 650 palavras (damos uma ligeira margem de tolerância), podendo ser bem mais curto, em prosa ou poesia e que nos deve ser enviado até dia 25 de Outubro, para poder estar cá fora na noite de 31 de Outubro para  1 Novembro, em ebook e que terá depois uma versão em papel por subscrição

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Antologia Fénix 3 (Natal) e o que se pretende é um conto inédito, em português, castelhano ou galego, tendo como tema o Natal e que pode ser de fantasia, ficção científica, horror ou terror e que não deverá ultrapassar as 650 palavras (damos uma ligeira margem de tolerância), podendo ser bem mais curto, em prosa ou poesia e que nos deve ser enviado até dia 5 Dezembro, para poder estar cá fora no dia 15 Dezembro, em ebook e que terá depois uma versão em papel por subscrição.


Os contos devem ser mandados para ez.fenix@gmail.com ou através de mensagem no FB da Fénix. 


segunda-feira, 13 de maio de 2013

O Fantástico no Feminino - update

Há cerca de um ano, lançámos este desafio:

O Fantástico no Feminino

O entusiasmo era grande, já que o tema estava a ser debatido um pouco por todo o lado e queríamos dar maior visibilidade ao feminino (autoras e personagens) nesta edição. Garantimos logo à partida algumas contribuições fundamentais mas a dada altura as coisas começaram a esmorecer.

Acontece que o colectivo Fénix não é um monobloco estático. Sendo composto por seres humanos (quer dizer... eu tenho a certeza absoluta em relação à minha humanidade mas quanto aos outros não ponho as mãos no fogo) diferenciados, com as suas virtudes, defeitos e idiossincrasias, temos que levar em conta as respectivas esferas pessoais. São estas que, por vezes, fazem surgir areia em algumas engrenagens e dificultam sobremaneira o avanço de projectos.
Mas o factor humanidade, que abre a porta à aparição de problemas vários, atrasos, desistências, etc., é também a nossa maior força: o todo mantém-se maior do que as partes e continua forte mesmo que a sua composição se altere - porque o resto da estrutura se esforça, desdobra e transcende para levar a cabo o que foi projectado.

É exactamente isso que acontece agora.
Quem nos acompanha desde o início sabe que foram surgindo alterações ao Colectivo Fénix, quer por saída de membros quer por entradas temporárias para um só projecto. Mas o colectivo, esse, mantém-se enquanto 'criatura viva' que se metamorfoseia para passar a outra fase evolucionária.

Tenho pois o prazer de relançar o repto das submissões à próxima edição Fénix Fanzine - o Fantástico no Feminino. Queremos contos em que o género faça a diferença.
Heroínas? Tragam-nas.
Vilãs? Façam-nos temê-las.
Agents Provocateurs? Exponham-nas.
E se @ voss@ protagonista ostenta um crachat LGBT içaremos na nave-Fénix a bandeira arco-íris.

Têm até 30/06/2013 para nos mostrar o que valem! O endereço de email para submissões e pedidos de esclarecimento mantém-se.

Àquel@es que enviarem textos: obrigada por quererem embarcar nesta aventura.
Àquel@s que forem seleccionad@s para esta edição: prometo-vos que vão ficar em boa companhia.

Ad Astra!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Opinião Crítica - Fénix 2 (2)



Uma opinião sobre a Fénix nº 2, desta vez pela Ana C. Nunes no blog Floresta de Livros.


Em suma, este segundo número da fanzine Fénix tem uma selecção bastante curiosa de contos, sendo que os que mais gostei foram: "A Escuridão" de André Carneiro, "O Estranho Caso do Livro sem Palavras" de A.C. Silva, "Mundos em Mundos de Vitor Frazão e "Pulsação" de Inês Montenegro".


domingo, 14 de abril de 2013

Antologia Fénix de Ficção Cíentifica e Fantasia - Volume 1






Temos o prazer de vos apresentar a

Antologia Fénix de Ficção Científica e Fantasia - Volume 1

em formato digital (pdf, epub, mobi) para download gratuito.





Capa de Ana C. Silva


Esta Antologia é constituída por mini contos dentro do tema Livros que se estende para lá dos existentes na Fénix Fanzine nº 2. Feito o convite a vários autores, estes corresponderam às expectativas e o produto que vos apresentamos hoje é o resultado disso. Esperamos que tenham boas leituras.


Autores:

Álvaro de Sousa Holstein • Ana C. Nunes • Ana Cristina Luz • Ana Ferreira • Carlos Alberto Espergueiro • Carlos Coelho de Faria • Carlos Silva • Diana Sousa • Inês Montenegro • João Rogaciano • João Ventura • Joel Puga • Jorge Candeias • Jorge Palinhos • José Manuel Morais • Luís Corujo • Manuel Mendonça • Marcelina Gama Leandro • Raquel da Cal • Regina Catarino • Ricardo Dias • Rui Leite • Sara Farinha • Vitor Frazão


Download epub e mobi.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Apresentação da Fénix 2

No passado dia 7 de Abril realizamos o evento de lançamento da Fénix Fanizne nº 2 no auditório da Biblioteca Almeida Garrett na cidade do Porto. 

Tivemos uma apresentação sobre história das fanzines e revistas portuguesas por Álvaro de Sousa Holstein, seguindo-se a apresentação do projecto, onde estiveram presentes um número significativo de autores, Ana C. Silva, Ana C. Nunes, Inês Montenegro e Vitor Frazão, aos quais se juntaram mais tarde o Ricardo Dias e o Rui Ramos.
Para além dos habituais autógrafos, houve também uma sessão de desenhos, onde vários autores/artistas estiveram a corresponder aos pedidos dos presentes.



Mesa de autores.


Sessão de autógrafos.


Um obrigada a todos.

sábado, 6 de abril de 2013

Lançamento na Biblioteca Almeida Garrett




Lançamento da Fénix nº 2 no auditório da Biblioteca Almeida Garrett pelas 16h00.

NOTA: a entrada far-se-á pelos jardins do Palácio Cristal.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Lançamento - 7 Abril

Obrigada à Ana Ferreira ( trabalhos digitais logo) e à Ana C. Silva (pelo desenho de lançamento)

terça-feira, 2 de abril de 2013

Divulgação - Rui Ramos


Marcelina G. Leandro: Será que nos queres falar um pouco de ti? 

Rui Ramos: Nascido e criado no Porto fui para o curso de Geologia para conhecer e explorar o mundo e assim poder ser um melhor contador de histórias. Comecei por dedicar-me à banda desenhada, com breves passagens pela escrita de contos e micro-contos, até que em 2009, descobri a minha vocação como narrador oral. Actualmente, é a minha principal actividade e tem sido uma aventura bastante realizadora. 

MGL: Na Fénix participaste com uma banda desenhada e é essa a área onde te vemos mais frequentemente, onde é que podemos ver mais trabalhos teus? E em que áreas? 

RR: Na área da banda desenhada, tenho alguns contos de quatro páginas que realizei para participar em vários Festivais de BD da Amadora, de Moura e Angoulême. Mas desses contos apenas me orgulho de dois. A BD que apresento na Fénix, é um deles e foi uma das minhas participações no concurso da Amadora de 2005, o outro foi a minha participação para Angoulême em 2007, se não estou em erro. Também, escrevi um argumento para uma série de banda desenhada a ser integrada num projecto BD que nunca chegou a arrancar, cheguei mesmo a assinar contrato, o que apenas serviu para condenar o argumento ao limbo do esquecimento, pois vendi os direitos de autor e ainda não tive disposição para os recuperar. Entretanto, ganhei juízo e abandonei os concursos e trabalhos para terceiros e desafiei a comunidade de artistas de um fórum de Banda Desenhada para fazer uma BD de contos inspirados em Lovecraft e assim, nasceram os Murmúrios das Profundezas, fanzine que organizei, editei, co-escrevi, co-desenhei e co-pintei. O seu sucesso lançou-nos no panorama do fandom nacional de BD e alcançamos o prémio para melhor fanzine em blogue Isabel Coutinho. Aproveitei esta plataforma para escrever as crónicas das viagens desta personagem pelo multiverso. https://twitter.com/VoyagerBD Foi uma experiência bem divertida que chegou ao Facebook também.  Tenho ainda muitos projectos de BD na gaveta à espera de melhores dias. Mas a minha actividade não se esgota na Banda Desenhada. Tenho um conto de Fantástico/Terror publicado numa colectânea de contos da Companhia do Eu: Bicicletas para Memórias e Invenções 2. Escrevi uns micro-contos para o Fórum da Bang e acabei por compilar alguns deles num blogue que criei para o efeito, mas que entretanto abandonei para me dedicar a 100% à tese de doutoramento em Geologia. Desde então nunca mais escrevi nenhum conto. Actualmente, estou dedicado a 100% à arte da narração oral. Adoro contar histórias para um público, é isso que me realiza, mais que escrever, mais que desenhar. Para além de contar histórias, ilustro os cartazes das minhas sessões. 

2009. Os Murmúrios serviram ainda de inspiração a uma nova geração de autores nacionais e deram novo fôlego à edição de autor. Depois dos Murmúrios, a equipa que juntei realizou uma outra BD sobre uma nova personagem criada por mim: o Voyager, turista com o poder de viagem pelo multiverso.  Este novo projecto de BD depressa alcançou uma dimensão multimédia, expandindo-se para o Twitter, tornando-se um dos primeiros exemplos de twittirização de histórias na língua portuguesa (o acontecimento foi notícia de jornal!)

MGL: Como único trabalho de banda desenhada na Fénix, guardei para ti a pergunta óbvia qual o estado da Banda Desenhada nacional? É fácil entrar no fandom? Há concursos?
RR: Confesso, que há um ano que não faço a menor ideia do estado da banda desenhada em Portugal. Depois do lançamento do Voyager, em 2011 tive que me dedicar a sério à tese de doutoramento para a terminar de vez e fui obrigado a afastar-me. Nessa altura, a BD nacional estava a viver um novo fôlego, com muitos autores novos a verem os seus trabalhos editados quer em fanzines quer em álbuns de editoras comerciais como a Asa, Tinta da China. Para não falar dos autores nacionais que começaram a trabalhar para editoras estrangeiras francesas e americanas como a mítica MARVEL. Em 2007 quando perguntei a um autor como estava o mercado nacional, ele disse-me que só ele estava a ser editado. Em 2011/2012, obras portuguesas estavam a ser traduzidas para inglês e em vias de serem adaptadas para o cinema, estou a falar como é óbvio do Dog Mendonça e o Pizza Boy, o grande fenómeno da BD nacional. Foram tempos muito bons em que era fácil acreditar que tudo era possível. Actualmente, com o papão da crise acredito que as coisas estejam piores outra vez mas não posso precisar. Se é fácil entrar para o fandom? Para mim foi, bastou apanhar um autocarro do Porto para Beja com um caderno de esboços na mochila, mostrá-lo à única pessoa que encontrei no Festival de BD e descobrir para meu grande espanto que estava a falar com o director do evento. Ficamos logo grandes amigos, abriu-me muitas portas e apresentou-me a várias pessoas do meio. Em suma, para entrar no fandom, basta ir aos festivais e falar simplesmente com as pessoas, descobrimos com prazer que estamos na presença de editores, autores, lojistas, fãs, etc. Eu frequento estes festivais mais pelas pessoas que encontro do que propriamente pela Banda Desenhada que acaba por ser secundária para mim. Existem vários concursos de Banda Desenhada nacionais e internacionais, basta estar atento ao blogue do Geraldes Lino (um dos maiores divulgadores de BD cá em Portugal). Antigamente o site da Bedeteca de Lisboa era outra boa fonte de informação, mas o site anda meio parado desde 2011. 

MGL: Foste um dos organizadores dos "Murmúrios" por isso organizar um projecto desse género é-te familiar. Que memórias guardas? Já pensaste em voltar a organizar um projecto do género? 
RR: Foi uma experiência bastante boa para mim porque me ajudou a saber trabalhar em equipa. Nunca gostei de trabalhos de equipa, confesso, mas depois dos Murmúrios aprendi o seu valor e a potenciar o melhor que cada um tinha para oferecer para o projecto. Éramos 8 pessoas bastante diferentes, distribuídas pelo país, de Braga a Faro. Não nos conhecíamos. Há membros da equipa que nunca se viram e mesmo assim conseguimos realizar duas BDs distintas. Funcionámos por email. Perdemos muitas horas nos chats a trocar ideias e a enviar esboços, cada um a adicionar o seu contributo. Foram muitas madrugadas em claro. Vi o sol a nascer várias vezes pelo canto do olho enquanto estava a trabalhar à frente do PC, adormeci umas tantas com a cabeça em cima da tablet, para não falar das visões estranhas que nos aparecem quando entramos naquele limbo entre o sonho e o estar acordado. Bastante inspirador diga-se. Nem sempre foi fácil lidar com as nossas diferenças de opinião, mas com muita calma, bom senso e diplomacia as coisas resolveram-se. Foi uma honra ter feito parte desta equipa de talentosos. Quanto a novos projectos, está em aberto a possibilidade de continuar a saga do Voyager, mas passado um ano, sem estar ligado à BD está a custar-me um pouco ter a vontade de regressar. De momento, estou mais interessado em criar projectos para a narração oral e aí, as ideias não faltam. 

MGL: Queres referir algo que te pareça importante mencionar e deixar aqui algum contacto? 
RR: Aproveito para agradecer o convite para participar nesta edição da Fénix, tive pena de não ter podido fazer um conto novo mas na altura que me pediram uma BD tinha a tese de doutoramento ao pescoço e um prazo apertado para cumprir. Foi o que se pode arranjar. Agradecimentos feitos, resta-me promover a arte da narração oral que está a crescer em Portugal, novos talentos à espera de serem descobertos e com eventos espalhados um pouco por todo o país. É uma arte e profissão que merecem toda a divulgação, porque antes de se saber escrever ou desenhar, as histórias já eram contadas com o recurso à expressão corporal, vocal e facial. Existem alguns festivais a ter em atenção. Este ano, o Porto volta a receber o seu festival internacional e em Lisboa será a segunda edição da Terra Incógnita. Estejam atentos à minha página no Facebook, onde irei actualizando mais informações destes e outros eventos na área da narração oral: http://www.facebook.com/obaudo.contador

segunda-feira, 1 de abril de 2013

ESFS - Nomeações 2013



É com prazer que anunciamos que a Fénix Fanzine foi nomeada pela European Science Fiction Society na categoria de Best Fanzine.

Os nossos parabéns pela nomeação da ISF para Best Magazine.







Best Fanzine 
GAZETA SF (Romania): Simple said, for the enormous number of newcomers published: http://fanzin.clubsf.ro/

Darker (Russia):  http://darkermagazine.ru/

Géante rouge (France): http://www.galaxies-sf.com/geante_rouge/index_geante_rouge.php

Fandango (Ukraine)

Sborishte na trubaduri [Gathering of Troubadours] (Bulgaria): http://trubadurs.com

Jasubeg en Jered (Slovenia): http://drugotnost.si/index.php/magazin-jej/zadnji-letnik-jasubeg-en-jered/134-jashubeg-en-jered-english-version-of-26-number

Fénix (Portugal): http://fenix-fanzine.blogspot.pt/

quinta-feira, 28 de março de 2013

Lançamento da Fénix



No próximo dia 7 de Abril, pelas 16 h, será apresentado o
 nº 2 da Fénix fanzine, no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett, 
situado nos jardins do Palácio de Cristal no Porto.
A entrada faz-se pela 
Rua de Entrequintas, nº 268,
onde teremos os autores e outros convidados a falar sobre
 a ficção científica e fantasia em Portugal 
e o papel dos fanzines, 
para além da habitual sessão de autógrafos.



Biblioteca Almeida Garrett (Porto)
foto de Manuel de Sousa 

Para quem quiser dar uma espreitadela no ambiente dos jardins é 
clicar aqui 

segunda-feira, 18 de março de 2013

Divulgação - Sara Farinha

Sara Farinha é autora do romance ‘Percepção, uma estranha realidade’ publicado pela Alfarroba, participou no terceiro e no quarto volumes da Antologia de Poesia Contemporânea ‘Entre o Sono e o Sonho’ da Chiado editora, publicou o conto ‘Dragões de Simir’ através do smashwords, é administradora do blogue ‘Sara Farinha’ e é co-autora do ‘Fantasy & Co.’ dedicado à publicação de contos de literatura fantástica.
Na Fénix número dois participa com um conto curto.


Marcelina G. Leandro: Será que nos queres falar um pouco de ti?
Sara Farinha:
Sou uma jovem escritora, lisboeta de gema que adora ler, viajar, fotografar, ouvir música, cantar, assistir e criar histórias de todos os géneros e feitios, conviver com aqueles que partilham a minha vida e aprender. Não recuso um bom desafio, um convívio com amigos e não passo sem as minhas três muletas existenciais: café, chocolate e música.



MGL: Publicaste um livro "Percepção", como foi a tua experiência como autora publicada?
SF:
A publicação de “Percepção” tem sido uma viagem importante. Com ela aprendi muitas coisas, formei ideias e opiniões que de outra forma não teria, e descobri que toda essa experiência facilitou muitas outras. Ponderei muito antes de dar esse passo. Fi-lo consciente de que se estiver disposta a trabalhar, a aprender com os erros, a arriscar, a ultrapassar a incerteza que a mudança nos traz, é possível transformar essa experiência em algo valioso. Fi-lo consciente de que a exposição exige uma responsabilidade acrescida e que era altura de assumi-la. Não tenho medo de assumir erros, nem de declarar que procuro, sempre, todos os dias, de forma consistente e dedicada, aprender com eles e progredir. Publicar “Percepção” foi a concretização de algo pelo qual trabalhei muito. Fazê-lo num país como o nosso, prova que nem todos os preconceitos são imutáveis, nem todos os esforços em vão. Prova que se estamos dispostos a ser sinceros, e a trabalhar por aquilo que mais desejamos, porque não?!


MGL: Pertences a equipa de Fantasy & Co. Como surgiu o convite? E como tem sido a experiência?
SF:
Fui convidada a participar pelo colega Pedro Pereira, autor da saga “Apocalipse”, no início do projecto. Tem sido uma experiência muito gratificante pela comunicação que envolve com os colegas, pela oportunidade de dar a conhecer o nosso trabalho, pela possibilidade de escrever em novos formatos, temas e perseguir objectivos comuns. Tenho passado uns bons bocados a pesquisar e escrever sobre temáticas bastante sugestivas, o que me agrada muito, pois força-me a sair da minha zona de conforto e enfrentar a crítica. Juntando a isto o contacto com os colegas que vivem experiências semelhantes à minha, tornou esta experiência num projecto emocionante que, na minha opinião, tem muito para dar.



MGL: Quais os teus objectivos a longo prazo como escritora?
SF: 
Tenho vários objectivos e alguns planos também. O principal é continuar a escrever, uma paixão que abracei há muito tempo mas que precisa de ser orientada, e continuar a perseguir formas de melhorar. Mas o mais importante é experienciar esta viagem como nenhuma outra. Afinal, não se trata de ter sucesso, ou vencer, mas de viver com esta escolha que fiz da melhor forma possível.


MGL: Queres referir algo que te pareça importante mencionar e deixar aqui algum contacto?
SF: 
Se é importante deve ser declarado, sublinhado e ressaltado. Por isso afirmo que é importante que apoiem projectos como o “Fénix Fanzine” que junta, e prova, o quanto um punhado de pessoas dedicadas pode fazer. Quanto aos meus contactos encontram-me por aqui http://sarinhafarinha.wordpress.com/ na maioria dos dias, senão podem enviar-me um email.

sábado, 16 de março de 2013

Divulgação - Joel Puga


Joel Puga concluiu o curso de Engenharia de Sistemas e Informática em 2008 na Universidade do Minho. Os seus anos de formação foram passados entre os estudos, a leitura, o cinema e a escrita. Após um período de mais de dois anos como Bolseiro de Investigação, trabalha agora como programador. Para além de ter contribuído para vários artigos científicos, conta também com alguns contos publicados em fanzines e antologias.



Marcelina G. Leandro: Será que nos queres falar um pouco de ti?
Joel Puga: Nasci em Viana do Castelo no ano de 1983. Histórias fazem parte da minha vida desde que me consigo recordar. Em miúdo, os meus pais costumavam contar-me histórias todas as noites antes de dormir. Também aprendi a ler muito cedo, a minha mãe ensinou-me antes de eu ir para a escola primária, e, por influência do meu pai, comecei a procurar os livros de Dumas e Verne, entre outros. Recordo-me que, para meu desalento, a minha escola primária não tinha uma biblioteca, pelo que o meu pai me levava todos os meses à freguesia vizinha para ir buscar livros à biblioteca ambulante, que ainda não fazia paragem na nossa. Quando passei para o ciclo, tornei-me num verdadeiro rato de biblioteca. Provavelmente, passei mais tempo na biblioteca da escola que no recreio. A empregada conhecia-me tão bem que me deixava ficar lá fora das horas de serviço e trazer livros para casa por tempo indeterminado. Já na universidade, e embora eu tenha estudado em Braga, conheci, através de colegas, a loja Mundo Fantasma, no Porto, onde comprei os meus primeiros livros em inglês, que me abriu um novo mundo de leituras. Também me recordo que em minha casa se via muito cinema. Acho que comecei a ver filmes antes de saber ler graças às dobragens dos canais espanhóis. Aliás, uma das minhas memórias mais antigas é ver, numa velha televisão a preto e branco, a versão de 1953 de “A Guerra dos Mundos”. Lembro-me, também, de ver, ainda muito novo, pelo menos alguns dos filmes das sagas “Star Wars” e “Indiana Jones”, para além de uma série de outros filmes de ficção científica, “spaghetti westerns” e umas quantas das inúmeras imitações de “Conan, o Bárbaro” que foram produzidas nos anos 80. Todas estas influências exercitaram a minha imaginação, pelo que comecei a escrever também muito cedo. Lembro-me de, por mais de uma vez, ir para o meu quarto para, supostamente, fazer os trabalhos de casa, mas acabar por gastar esse tempo a escrever pequenas histórias. Também me lembro, já no ciclo, de escrever outras durante os momentos mortos das aulas. Mais tarde, comecei a escrever contos e até “revistas” a que só a família e os amigos mais chegados tinham acesso. Nesta altura, estas histórias eram, na sua maioria, fanfics (se bem que só soube que se chamavam assim muitos anos depois de as ter começado a escrever) com os nomes das personagens trocados. Só na universidade é que comecei a escrever com a intenção de publicar. 

MGL: Como ex-membro do Grupo Fénix, qual achas ser o papel de fanzines e revistas, como a nossa, para os jovens autores? 
JP: As fanzines são um óptimo local para os autores mais jovens se apresentarem ao público e começarem a fazer nome. Por outro lado, as críticas que se recebem, quer dos editores, quer dos leitores, podem ajudá-los a desenvolver a escrita e a ganhar confiança. E, quem sabe, pode ser que um bom conto publicado numa fanzine atraia a atenção de um organizador de um projecto com mais visibilidade ou até de um editor. 



MGL: Tens participado em diferentes antologias com contos, como tem sido a experiência? 
JP: No geral tem sido uma óptima experiência. Tenho recebido um bom número de opiniões encorajantes e conhecido várias pessoas (embora algumas apenas virtualmente). O ano passado foi particularmente bom. Um dos meus contos favoritos foi reeditado (na Vollüspa), tive a oportunidade de participar numa antologia organizada por uma editora profissional (Lisboa no Ano 2000) e tive um micro-conto publicado na revista Bang!. A experiência mais interessante, contudo, foi a sessão de autógrafos (a minha primeira) na Euro Steam Con ao lado dos restantes autores. 

MGL: Para além dos contos, estás a trabalhar em algum projecto maior? Quais os teus planos relativamente ao teu futuro literário a este nível? 
JP: Tenho dois romances na gaveta que nunca de lá deverão sair, pois que não têm qualidade (nem efectiva, nem potencial) suficiente. Ando a escrever um terceiro, cuja primeira versão já se encontra terminada, mas que ainda precisa de ser muito trabalhado antes de eu achar que está pronto para ser enviado a uma editora. Entretanto, descobri a grande quantidade de antologias que existem no Brasil dentro da literatura fantástica, alguns com temas sobre os quais sempre quis escrever, pelo que ando a trabalhar em alguns contos para lá. Por fim, e embora a prosa, curta ou longa, seja o meio em que eu prefiro escrever, e que eu nunca abandonarei, gostaria de experimentar escrever para outros, principalmente BD e Curtas Metragens. Já ando com o olho em alguns projectos para os quais espero ter tempo de escrever.

MGL: Queres referir algo que te pareça importante mencionar e deixar aqui algum contacto? 
JP: Deixo apenas o url do meu blogue, journeysofthesorcerer.blogspot.pt/. Lá, podem encontrar ligações para as minhas contas do Facebook, Google+, Goodreadas, Twitter e email, assim como novidades sobre o meu trabalho de escrita e um ou outro parágrafo sobre coisas que gosto e me entusiasmam.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Pumba! - Capas

Deixamos-vos aqui as capas das duas versões da pumba, assim como uma das páginas do suplemento humorístico.  Espero que vos divirta.
Capa da Pumba! 1

Capa da Pumba! Ashcan



(c) Todos os desenhos dão da autoria de João Pedro

quinta-feira, 14 de março de 2013

Divulgação - Inês Montenegro


Inês Montenegro nasceu em Novembro de 1988, na cidade do Porto, Portugal, onde estuda actualmente. Licenciada em Direito, frequenta agora no curso de Línguas, Literaturas e Culturas, vertente Português/Inglês. Entre os seus hobbies encontra-se o gosto pela escrita e a ânsia da leitura, que abrange vários géneros, sendo, no entanto, indo as suas preferências para a Fantasia e o Romance Histórico. Em termos de publicações, tem vários contos espalhados entre Portugal e Brasil - já a escrita, a maioria fica-se pela gaveta.



Marcelina G. Leandro: Será que nos queres falar um pouco de ti? 
Inês Montenegro: Querer, querer… Posso colocar a cópia do meu CC em vez da resposta? Não? Oh, well… Nasci no Porto, fui criada em Lamego, e voltei à “Inbicta” para estudar já vão uns sete anos. Aparentemente gosto muito de estudar, desde que sejam matérias diversas. Tenho a sorte de uma família que não só me passou dois grandes gostos, como forneceu e fornece os meios para os aproveitar: ler e viajar. Também me deram um nome comprido que dói, é divertidíssimo ver a cara das pessoas quando tenho preencher formulários com os apelidos todos. Oh, e não se pode falar de mim sem mencionar chocolate, mitologia greco- romana e Harry Potter. A personalidade fica ao vosso critério. 




MGL: Licenciaste-te em Direito e decidiste inscrever-te em Línguas, Literaturas e Culturas, a escrita teve alguma influência nesta decisão?
IM: Alguma, mas foi muito mais culpa da leitura, a salafrário  A verdade é que quando acabei o décimo segundo ano não sabia o que fazer da vida. Direito pareceu a melhor opção porque era o curso, dentro de Humanidades, que oferecia um maior leque de possibilidades depois de terminado o curso – infelizmente o plano caiu por terra quando quase no fim do curso me apercebi que ia ser uma infeliz a vida toda caso fosse obrigada a lidar com aquelas questões numa base diária, além de que Direito é uma área que envolve estudo constante. Até posso vir a ser uma infeliz crónica de qualquer maneira, mas tenho um certo gosto em não determinar já isso. No entanto, saber que determinada área não é a nossa melhor escolha não implica que saibamos de imediato qual a é. Estive cerca de ano e meio para me aperceber que a edição era opção, e provavelmente a melhor para mim – já lia livros e manuscritos com atenção ao que tinham de melhor, ao que ainda precisavam de mudar, e como o fazer. Naturalmente que nem nessa altura nem agora o faço a um nível profissional, mas irei chegar lá. 

MGL: Tens tido bastante sucesso em concursos no Brasil, onde foste seleccionada para várias antologias. E em Portugal, consegues a mesma percentagem de publicações, visto também haver menos antologias?
IM: Não só há menos antologias – o que é natural, são países de geografia e nível populacional muito diferentes – como eu participo menos nelas. Em relação às antologias que se têm lançado, é mea culpa, que não acabo os contos a tempo. Os concursos são outra conversa: a política de ter de enviar X cópias impressas do conto submetido é um critério que quase sempre me leva a colocá-los de lado. Ficam-me as revistas, como a Fénix e a Nanozine, e publicações como a Lusitânia, graças às quais julgo poder responder afirmativamente à questão. 

MGL: Qual será a fase seguinte? Acabar licenciatura, escrever um livro? 
IM: Tenho um objectivo a longo prazo, mas as fases faço-as mais curtas – por enquanto é aproveitar esta licenciatura de modo diferente de como aproveitei a primeira, e acabá-la com um dos anitos feito no Reino Unido (que é o mesmo que dizer, quero fugir para Erasmus). Escrever um livro que fique minimamente decente seria uma vitória, mas suspeito que terei a cartola e a bengala de finalista antes de chegar a meio da pesquisa… Porque ideia já há, bem como o esqueleto. A pesquisa é que enfim, é essencial e tem sofrido adiamentos. 

MGL: Queres referir algo que te pareça importante mencionar e deixar aqui algum contacto? 
IM: Se houver alguma coisa importante de mencionar, só me lembrarei quando a entrevista estiver publicada – é assim que funcionam os meus genes memoriais (obrigada, herança familiar!). Como contacto fica a conta no Goodreads, ou o blog. Se os quiserem usar para combinar envio de chocolates ou transferências bancárias, seria uma pessoa feliz (bem como uma habitante de outra dimensão, provavelmente). Se, pelo contrário, pretendem espalhar pozinhos de spam, tenho um exército de macacos alados à espera das minhas ordens.


quarta-feira, 13 de março de 2013

Passatempo


Está a decorrer um passatempo de uma Fénix nº 1 no blog Morrighan, a quem agradecemos desde já a disponibilidade para o mesmo. Para se habilitarem a ganhá-lo basta responderem correctamente às perguntas do formulário com as seguintes regras:

- O Passatempo termina às 23h59 do dia 21 de Março
- Só será aceite uma participação por pessoa
- Só serão aceites participações de Portugal

 Boa sorte.

terça-feira, 12 de março de 2013

Divulgação - Ricardo Dias


Ricardo Dias começou a consumir oxigénio e outros recursos naturais em 1 de Setembro de 1978, e desde então não parou de o fazer. Reza a lenda que a sua primeira palavra foi “zero”, o que augurava coisas estranhas. Frequentou, contrariado, a escola, durante doze anos, apenas para descobrir que no ano em que ingressava no ensino superior não havia vagas no curso de assassino profissional. Assim, optou por Medicina, onde se mantém activo. Especializou-se em Medicina Legal mas o único zombie que viu até hoje foi o seu reflexo no espelho da casa de banho pela manhã. Ambiciona que a primeira palavra do seu filho seja “livro”.


Marcelina Gama Leandro: Queres-nos falar rapidamente um pouco de ti?
Ricardo Dias: Ora aí está um tópico de conversa com o qual nunca me sinto muito à vontade… Bem, não sei o que dizer de interessante. Se tivesse de ir a um daqueles concursos de dating, estava tramado, não ia conseguir impingir-me a ninguém. Ainda bem que a minha mulher não me deixa a ir a essas coisas! Bem, para parar de fugir ao assunto, sou um tipo que adora tudo o que puxe à imaginação, e os géneros de fantasia/ficção científica/horror são, para usar uma expressão cuja origem nunca entendi muito bem, “a minha praia” (o que tem piada, porque eu não gosto de praia). Adoro ler e ver filmes, bem como jogar jogos vídeo (são os meus passatempos favoritos), e também gosto de tudo o que envolva criar. Escrever, desenhar, até construir coisas em Legos. Desde miúdo que tenho esses gostos (ok, a escrita foi um “achado” de anos mais recentes). Também aprecio particularmente tudo o que envolva humor refinado (humor britânico é o meu favorito), sendo acusado frequentemente de ser gozão e de não saberem quando estou a falar a sério ou a meter-me com as pessoas. Admito que muitas vezes trata-se da segunda situação. Mas é mais forte que eu. Principalmente, tenho muita pena de não ter mais tempo para me dedicar a essas actividades, mas como a alternativa era abandonar família, amigos e emprego e nas grutas dos eremitas o sinal wi-fi costuma ser fraco, tenho que me contentar com os bocaditos que vou arranjando. Quem sabe, um dia sai-me o Euromilhões e posso largar o trabalho. Talvez comece a jogar, sempre melhora as probabilidades de ganhar um jackpot.

MGL: Como estreante por estas andanças das publicações, como surgiu a ideia de submeter à Fénix o teu conto e como correu esta experiência?
RD: Bem, isso aconteceu mais por acaso do que outra coisa… Fui apresentado ao Álvaro por um conhecido comum nosso (o Vasco, na Mundo Fantasma), que de repente me indigitou (se bem me lembro, apontou mesmo o dedo) a dizer que eu escrevia umas coisas. Sendo naturalmente tímido, tentei esconder-me atrás de um balcão de revistas, mas já estava exposto. Na altura estavam ainda a recolher material para a publicação e o Álvaro sugeriu que eu desse uma olhadela ao site da Fénix e se estivesse interessado, enviasse algum conto para apreciação. Escolhi um dos meus favoritos, naturalmente, e enviei. E como gostaram, bem, suponho que se pode dizer que a experiência correu bastante bem.

MGL: Para além da escrita, o desenho é outro dos teus prazeres, qual a importância que lhes dás no teu dia-a-dia.
RD: Mais do que a escrita, consigo dedicar-me ao desenho com mais facilidade. No caso da escrita, apenas me dedico à mesma em frente ao meu computador (não gosto de escrever à mão, estou demasiado habituado a teclados), enquanto que no caso do desenho, basta-me ter algo com que escrever e um pedaço de papel, e sai logo qualquer coisa. Em qualquer lugar. Desde miúdo que sou assim. O meu boletim de vacinas (ainda tenho o original) tem algumas amostras da minha primeira arte, quando me levavam a um restaurante, eu enchia as toalhas de papel de desenhos (com a vantagem para os adultos de que não havia Ricardo a fazer barulho), e mesmo no meu percurso escolar, enchia os cadernos e os livros com gatafunhos. Os meus professores passavam-se um bocado com isso, mas normalmente sossegavam depois de verem que isso não me impedia de tirar boas notas. Ainda hoje tenho o vício de estar a desenhar em alturas em que estou parado, por exemplo, nas reuniões de serviço no trabalho. O meu bloco de notas tem mais desenhos que apontamentos. Mas a verdade é que desenhar me acalma e até me ajuda a concentrar no que se passa à volta (se estiver a tentar só ouvir a reunião, por exemplo, passados 5 minutos estou a sonhar acordado). Quanto à escrita, é um bom escape para as minhas ideias malucas, mas é mais difícil, como expliquei atrás, dar-lhe a devida dedicação.

MGL: Tive já o prazer de ler mais contos teus, que desde já posso dizer que gostei imenso, mas fiquei intrigada, qual a inspiração para estes? Em algum ponto a tua experiencia profissional tem influência no que escreves?
RD: A minha inspiração, em geral, deriva da minha imaginação hiperactiva. A minha imaginação parece a do Calvin, no Calvin & Hobbes ou a do J.D. na série Scrubs. Se não tiver algo em que concentrar, lá está ela a tentar manifestar-se. Para além disso, foi sempre alimentada com dieta rica em livros, filmes, banda desenhada, jogos e afins. Com um regime desses, os elementos estão todos lá, e volta e meia encaixam-se em formas engraçadas. Como foi o caso desses contos de que falas. Se quiseres que seja mais concreto, no caso de “Um Dia de Trabalho”, sempre gostei da guerra eterna entre o Paraíso e o Inferno, especialmente de tudo o que diz respeito a demónios. Quanto aos conceitos finais, lembro-me de uma história que vi numa curta-metragem, há muitos anos, baseada numa história contada por uma criança, em que Deus e o Diabo se reuniam ao fim do dia, num escritório, de fato e gravata, para fazer o balanço das suas actividades diárias. Acho o conceito delicioso, e creio que me ajudou a definir o tom da história.
Normalmente, não diria que a minha experiência profissional influencia a minha escrita de um modo tão significativo como as toneladas de coisas que leio, vejo ou jogo.

MGL: Queres referir algo que te pareça importante mencionar e deixar aqui algum contacto? 
RD: Vou deixar o meu apelo: parem de ler isto e escrevam, desenhem, vão criar qualquer coisa! Nem que seja comprar uma peça no IKEA e montá-la à vossa vontade ignorando as instruções! Puxem pela imaginação, é o que faz de nós quem somos.
Quem me quiser contactar (nem que seja apenas para me chamar “palerma”), pode fazê-lo através do mail

(c) todos os desenhos são da autoria de Ricardo Dias. 

domingo, 10 de março de 2013

Divulgação - Ana C. Nunes

Ana C. Nunes escreve maioritariamente romances, mas também muitos contos e algumas Bandas Desenhadas. Escreve, fantasia e ficção científica, embora por vezes se aventure também na ficção contemporânea. Em 2006-2007 escreveu o guião para a BD “Que Sorte a minha” (Jornal Barcelos Popular); em inícios de 2013 publicou um conto na antologia “Lisboa no Ano 2000” (Saída de Emergência) e irá publicar o seu romance “Angel Gabriel – Pacto de Sangue”, e um conto na antologia “Erótica Fantástica – Volume 2” (Editora Draco). Mantém, desde 2008, o blog: http://capala.wordpress.com e desde 2009 o blog de opiniões literárias: http://florestadelivros.blogspot.com/

Marcelina G. Leandro: Será que nos queres falar um pouco de ti?


 Ana C. Nunes: Nascida na cidade do galo, em 1983, cresci no meio de muita banda desenhada, mas foi apenas aos 13 anos que senti o apelo do desenho e, 1 ano mais tarde, o da escrita. Costumo dizer que tudo começou por rivalidade, e é bem verdade. Tinha uma colega de turma que era boa a desenho e escrevia ficção, e eu queria ser melhor que ela, por isso fui entretendo as minhas veias literárias e desenhistas, até que não podia mais parar. Desde então passei por várias fases artísticas: primeiro foram as histórias ilustradas, depois a banda desenhada, até que o bichinho da escrita tomou o pódio e por lá ficou. Continuo a gostar de BD e ilustração, mas a escrita está acima de tudo isso.

MGL: Estás neste momento a preparar o teu primeiro livro, "Angel Gabriel", é este o nome definitivo? Em que ponto é que está? Como nasceu? E o que esperas com este teu primeiro livro?
ACN: O título definitivo é "Angel Gabriel - Pacto de Sangue". O livro está praticamente pronto, faltando limar-lhe umas arestas em alguns capítulos extras. Como estou a trabalhar também na tradução para inglês, isso está a atrasar um pouco o processo, mas é minha intenção lançar a versão portuguesa antes do fim do mês de Março (2013). Esta história nasceu em 2005, quando três personagens surgiram no papel, sem pré-aviso. Eram estas: Angel, Gabriel e Davet (os dois primeiros são protagonistas). A partir destas personagens, surgiu a história, mas só em 2008 começaria a escrever o romance e desde então reescrevi e revi várias vezes o romance, até chegar a uma versão que me agradasse. Quanto às expectativas, sinceramente não espero grande coisa. Bem sei que ao não ser lançada por uma editora, corro o risco do anonimato. No entanto prefiro ter o livro em ebook, disponível para quem quiser, ler, do que tê-lo parado, a ganhar pó, numa gaveta qualquer. Não fazia sentido, já que acredito que é uma história que vale a pena ser contada.

MGL: Tens também vários contos publicados em antologias. Qual a tua experiência com essa faceta dos concursos e da publicação em antologias?
ACN: Em antologias, para já só tenho um conto no "Lisboa no Ano 2000", e ainda este ano sairá outro, se tudo correr bem, no "Erótica Fantástica - Volume 2". Assim sendo, a minha experiência ainda não é grande, no entanto posso dizer que ambas as selecções me apanharam um pouco de surpresa e que, na primeira, a organização esteve sempre acessível e disposta a ajudar, já na segunda, em certos momento, tive um pouco de dificuldade em contactar os organizadores, mas, eventualmente acabaram por me responder e esclarecer-me as dúvidas. Publicar contos em antologias é sempre bom pois podemos ficar associados a autores já consagrados, a boas casas editoriais e divulgamos a nossa escrita a leitores que, possivelmente, nunca alcançaríamos de outra forma. A nível de concursos, tento sempre ter cuidado com as regras. Antes de concorrer tento pesquisar informação sobre a editora e os organizadores, para tentar saber se não se trata de um daqueles esquemas em que todos os que concorrem são seleccionados e depois os autores ainda têm de pagar para receber um exemplar, e direitos autorais, nem vê-los. Para quem, como eu, não está disposto a pagar para ser publicado, há que ter atenção às entrelinhas dos regulamentos dos concursos.

MGL: Para alem da escrita tens outro talento, o desenho, neste número dás cor a um dos trabalhos da Ana C. Silva, e tens vários outros projectos com capas tuas, queres falar um pouco desse teu lado? O desenho complementa a escrita?
ACN: Tal como referi acima, o desenho foi a minha primeira paixão, por isso tenho-o num cantinho muito especial do meu coração. Por mais que a escrita me dê gosto, há sempre um burburinho a chamar-me para a ilustração e para a banda desenhada. Sou auto-didacta, tanto a nível de desenho como de pintura digital, e gosto muito de ir explorando técnicas que não domino, daí que seja sempre um prazer colaborar com outros artistas, como foi o caso da Ana C. Silva ou ainda da Natacha Salgueiro, como quem fiz uma BD de +150 páginas, entre 2006-2007. Adorava poder trabalhar na área da ilustração, mas para já a oportunidade ainda não surgiu. Ocasionalmente, faço ilustrações para fanzines, e também trabalho muito em ilustrações e estudos de personagens para os meus próprios livros. Presentemente estou a estudar capas para "Angel Gabriel - Pacto de Sangue" e publiquei na Nanozine 8, duas ilustrações relacionadas com o livro. Nesta vertente, sem dúvida que o desenho vem complementar a minha escrita e tenho, inclusive um livro já escrito, que pretendo vir a lançar com ilustrações incorporadas. Apesar de "V.I.D.A." ser um livro para todas as idades, acho que até mesmo os adultos gostam de apreciar ilustrações. Afinal, antigamente, os romances eram frequentemente acompanhados de ilustrações, como as obras de Jules Verne, Jane Austen, etc. Com o tempo essa vertente foi sendo relegada apenas para os livros infantis e infanto-juvenis, mas acredito que os adultos também estarão receptivos.

MGL: Queres referir algo que te pareça importante mencionar e deixar aqui algum contacto?
ACN: Para a Fénix 2, o desafio era escrever um micro-conto, cujo tema fosse livros. Como amante de literatura, queria escrever mais, aprofundar melhor a história; no entanto o micro-conto, além de um desafio estimulante, obriga também a um esforço adicional para que seja sucinto. Foi uma experiência muito curiosa, e agradeço-te o feedback que me permitiu melhorá-lo. Os livros são sempre uma grande fonte de inspiração para os escritores e é sempre bom recordá-lo. Se estiverem curiosos sobre os meus trabalhos/livros, podem visitar o meu blog: http://capala.wordpress.com/ ou a minha página de facebook: https://www.facebook.com/anacnunesauthor . Encontrarão informações sobre os meus livros e alguns contos grátis. Leiam muito!